Para respirar, use o nariz!
Respiração pela boca pode acarretar diversos problemas sobre o crescimento e desenvolvimento da face em crianças
Ao nascer, a criança começa - de imediato - a realizar a mais vital das funções do organismo, a respiração. O nariz tem um papel fundamental para garantir que o processo seja efetuado da maneira correta, possibilitando um aproveitamento melhor do ar inspirado, filtrando, aquecendo, umidificando e pressurizando-o, para chegar aos pulmões nas condições necessárias. No entanto, sua obstrução – ou de outras partes da via respiratória superior – estimula a respiração pela boca que, além de proporcionar uma oxigenação de pior qualidade, pode acarretar problemas à formação da face em crianças.
Pesquisa realizada pelo Curso de Pós-Graduação em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Federal de São Paulo mostra que entre 15 e 20% da população em geral é portadora de rinite, que obstrui o nariz, acionando a chamada respiração de suplência, feita pela boca. Essa forma inadequada de respirar provoca um desequilíbrio da musculatura da face, alterando o crescimento regular dos ossos, principalmente a naso-maxila (que abrange o nariz e a arcada superior dos dentes) e a mandíbula.
“Essas disfunções caracterizam o que é chamado de ‘anomalias dentofaciais’, entre as quais são sempre mais visíveis as alterações ortodônticas. Porém, na verdade, são sempre dois tipos de problemas que surgem e se desenvolvem ao mesmo tempo: o ortopédico, relacionado aos os ossos do rosto, e a ortodôntico, relativo ao posicionamento dos dentes”, explica Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista facial.
Os problemas não param aí. Com a obstrução da vias aérea superior do sistema respiratório, o corpo tende a se adaptar para facilitar a entrada de ar pela boca. Assim ocorre a mudança da postura do crânio, do pescoço e do tórax, gerando a cifose, uma leve corcunda em crianças, que ficam com a cabeça e os ombros voltados pra frente. Ésta é uma postura adaptativa para poder respirar pela boca, esclarece Köhler.
O professor Köhler explica que existe uma relação biomecânica entre as regiões craniomandibular, a coluna cervical, as vias respiratórias e o osso hióde, que não possui nenhuma articulação com os outros e fica abaixo da base da língua, servindo para sua sustentação. Dessa forma, o olhar médico deve cuidar de todos esses fatores ao mesmo tempo. “Todas essas partes, de forma integrada, formam uma unidade indivisível de nosso corpo, que, quando alterada em seu complexo processo de crescimento e desenvolvimento, precisa ser diagnosticada e tratada em sua integralidade”, diz.
Todas essas disfunções que ocorrem no corpo - e mais especialmente no rosto - geram inúmeros problemas, que se tornam queixas nos consultórios das mais diversas especialidades, como ortodontia pediátrica/ortopedia facial, pediatria, otorrinolaringologia, alergologia, fonoaudiologia entre outros. E todas têm formas de terapia para o problema, muitas vezes reunidas em interdisciplinaridade (ou multiprofissionalidade), beneficiando sobremaneira o paciente em suas necessidades de cura.
Köhler lembra que quanto mais cedo for diagnosticado o problema, mais rápido será possível encaminhar a criança para o tratamento de correção e normalização das disfunções e doenças presentes, evitando incorreções que afetam a saúde física e psicológica do paciente. “Existem tratamentos que podem ser iniciados com melhores possibilidades de êxito quanto à normalização do desenvolvimento facial, já na idade pré-escolar, normalmente por volta dos 5 anos de idade”, finaliza.
Serviço: Dr. Gerson I. Köhler - CRO 3921 - PR
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
E-mail - kohler1@uol.com.br
Endereço: Rua Comendador Araújo, 143, conj. 42, Centro-Batel, Curitiba (PR)
Fone: 41 - 3224.4883
Fonte da notícia: Toda Comunicação
[04/2009] |