E a camada de ozônio?
Por Sonia Corazza
A chegada do verão traz sempre à tona a conversa sobre o perigo oferecido para a passagem da radiação solar nas fendas na camada de ozônio que cobre todo o planeta a uma altitude entre 15 e 30 quilômetros, protegendo organismos vivos dos prejudiciais raios ultravioletas.
Numa matéria publicada em maio deste ano, no volume 441 número 7089 da revista Nature há a incrível colocação de um trabalho realizado pela Universidade do Colorado/USA, mostrando que a camada de ozônio pode estar se regenerando, graças aos 20 anos de esforços internacionais para conter a emissão de gases tóxicos. Ainda assim o buraco que existe na região do pólo sul, nada menos que cerca de 24 milhões de quilômetros quadrados, continuará crescendo este ano, até se converter em um dos maiores e mais profundos, com 28 milhões de quilômetros quadrados.
Os traços de ozônio encontrados nas camadas inferiores da atmosfera podem aumentar mais de dez vezes pela combinação adequada de luz solar com poluentes industriais como ocorre sob condições de smog. As quantidades mínimas (0,02 a 0,03 ppm) que ocorrem em áreas não poluídas, como nas montanhas e praias, não são nocivas, mas é perigoso respirar ar contendo 0,1 ppm de ozônio por períodos muito longos.
Bandidos ainda soltos
Isso mostra que não dá para "baixar a guarda", temos que fazer a nossa parte. O problema é que ainda existe muita contravenção em relação ao acordado no Protocolo de Montreal. A EIA, Agência de Pesquisa Ambiental, realizou investigações sigilosas sobre a venda ilegal de grandes quantidades de clorofluorcarbonos, principalmente da China para os Estados Unidos, mostrando vídeos onde funcionários de uma empresa química diziam como manipulam informações sobre estes produtos para exportar a países onde estes estão proibidos. Isso mostra como é difícil controlar a produção de clorofluorcarbonos na China.
Mas não é só isso, também o pesticida brometo de metila, que tem um impacto maior na camada de ozônio do que todos os clorofluorcarbonos produzidos no resto do planeta foram usados num volume de aproximadamente dez milhões de quilos no ano de 2005, só nos Estados Unidos.
Um relatório da EIA estima que para 2015 os HFCFC e os HFC acrescentarão à atmosfera o equivalente a três bilhões de toneladas de dióxido de carbono, quase o triplo do estipulado pelo Protocolo de Kyoto. Os hidroclorofluorcarbonos não serão reduzidos até 2040. Os hidroclorofluorcarbonos (HCFC) e os hidrofluorcarbonos (HFC), menos danosos com o ozônio, são gases que também provocam o efeito estufa, causando mudanças climáticas. Para variar a China continua sendo a região onde a produção de hidroclorofluorcarbonos, mais conhecidos como refrigerantes R-22.
Resta-nos aumentar a foto-proteção
Com um panorama tão devastador obviamente as campanhas de saúde para alertar a população sobre a necessidade do uso de foto-protetores é vital. Os ultravioletas C (UVC), ondas entre 200 e 290 nm que seriam filtradas pela camada de ozônio, são extremamente tóxicas, letais para muitos microorganismos, bem como para a maior parte dos vegetais e cancerígenos para o ser humano.
Copyright Sonia Corazza

*LUCAS RIBEIRO DA CONCEICAO* Lucas.Concei@.bol.com Inserido em: 2006-11-24 10:34:16
É MUITO IMPORTANTE ESTA MATERIA
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